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‘Mapa-múndi’ gastronômico na Feira Cultural do Ciesa

0 Comidas típicas de diferentes lugares são a atração da feira. (Foto: Dirce Quintino)

Durante essa semana, o Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA) está promovendo a 1ª Feira Cultural Gastronômica, evento cujo tema é  “O aroma de um povo chamado Brasil” e é realizado por alunos de cinco turmas do curso de gastronomia da instituição. Visitamos a feira na terça-feira (9) e contamos agora o que vimos e comemos por lá.

Como era de se esperar, a feira é constituída por várias barracas ao ar livre, onde cada uma busca expor pratos de diversos países que influenciam o paladar do brasileiro. O funcionamento é rotativo, ou seja, cada dia haverá barracas diferentes para que, dessa forma, universitários de diferentes períodos consigam expor seus pratos. No dia que fomos, havia comida baiana, portuguesa, árabe, japonesa, italiana e, é claro, indígena.

Os preços variam de  R$ 1,00 (valor do quibe) a R$ 16,00 (valor das porções de sushi), o que certamente é um ponto a seu favor  e ficamos empolgados com a chance de fazer o “mapa-múndi” estomacal sem ter que gastar muito. Já passava das 18h quando decidimos experimentar o Penne ao molho sugo, da barraca de comida italiana. Após cozinharem rapidamente a massa, adicionaram o molho e, apesar de ser bonito, ao ser degustado, tivemos a certeza de que a massa precisava de mais cozimento e o molho ser mais “encorpado”.

Comidas típicas de diferentes lugares são a atração da feira. (Foto: Dirce Quintino)

Comidas típicas de diferentes lugares são a atração da feira. (Foto: Dirce Quintino)

Seguimos adiante e ignorando todas as regras de harmonização, afinal estávamos em uma feira, partimos para a barraca de culinária indígena, simplificada em tapiocas recheadas e tacacá. A pedida foi com recheio de presunto de peru, queijo e tomate. Com um preparo brusco, onde havia muita goma espalhada pelo fogão, a tapioca também deixou a desejar, tendo em vista que não estava bem cozida, as folhas de queijo e presunto continuaram frias mesmo depois de serem  aplicadas como recheio, que ainda levou um tomate nem tão maduro e com rodelas grossas. Por falar em tapioca, que tal conferir a receita de tapioca recheada do Gordirce?

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Bacalhau Gomes de Sá foi um dos sucessos da barraca de Portugal (Foto: Dirce Quintino)

Ao pararmos na barraca com pratos portugueses, pedimos o Bacalhau Gomes de Sá e como sobremesa o doce Brisa de Lis. Servido com arroz branco, o bacalhau custava R$ 8,00 e era o prato mais pedido no estande. Composta por lascas de bacalhau, batatas cozidas, milho, ervilha, cebola, azeitonas pretas e azeite, a receita apresentou boa qualidade no cozimento dos legumes, porém sentimos falta da presença de mais azeite (a culinária portuguesa utiliza quantidades generosas) e principalmente do bacalhau. As azeitonas pretas utilizadas também deixaram alguns pontos amargos.

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Brisa de Lis surpreendeu pela simplicidade e sabor. (Foto: Dirce Quintino)

Em compensação, em Portugal ficamos satisfeitos com o Brisa de Lis. O simples doce leva apenas ovos, açúcar e amêndoas e foi o suficiente pra nos deixar com vontade de “eu preciso comer isso de novo”. Caso visitem a feira até amanhã (12), recomendamos degustarem essa delícia!

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Na ordem da esquerda para a direita: vatapá, arroz branco e xinxim de frango. (Foto: Dirce Quintino)

Mais adiante, provamos vatapá, arroz branco e xinxim de frango na barraca de comida com origem africana. Ficamos satisfeitos com o vatapá e arroz branco, inclusive pela boa porção servida por R$ 8,00, embora tenhamos comprado pelo xinxim de frango. O frango em si estava em ótimo ponto e integrado com o molho de camarão, temperado principalmente com dendê. No entanto, esperávamos um pouco mais da ardência baiana provocada pela pimenta. O molho também tinha um bom gosto, mas não estava totalmente encorpado.

No mais foi uma experiência interessante, levando em consideração a escassez de eventos gastronômicos na cidade e esperamos que próximas edições sejam realizadas com mais surpresas agradáveis. Convidamos todos a conhecer a feira do Ciesa. Saiba mais sobre o evento.

Texto: Dirce Quintino e Netto Pantoja


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